sábado, 8 de dezembro de 2007

* Trecho retirado do livro Onze minutos *



Do diário de Maria, em um dia em que estava menstruada e não podia trabalhar:

Se eu tivesse que contar hoje minha vida para alguém, poderia fazê-lo de tal maneira que iriam me achar uma mulher independente, corajosa e feliz. Nada disso: estou proibida de mencionar a única palavra que é muito mais importante que os onze minutos - amor.

Durante toda a minha vida, entendi o amor como uma espécie de escravidão consentida.É mentira: a liberdade só existe quando ele está presente. Quem se entrega totalmente, quem se sente livre, ama o máximo.

E quem ama o máximo, sente-se livre.

Por causa disso, apesar de tudo que posso viver, fazer, descobrir, nada tem sentido. Espero que este tempo passe rápido, para que eu possa voltar à busca de mim mesma - encontrando um homem que me entenda, que não me faça sofrer.

Mas que bobagem é essa que estou dizendo? No amor, ninguém pode machucar ninguém; cada um de nós é responsável por aquilo que sente, e não podemos culpar o outro por isso.
Já me senti ferida quando perdi os homens pelos quais me apaixonei. Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém.

Essa é a verdadeira experiência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo, sem possuí-la.
...
tudo me diz que estou prestes a tomar um decisão errada, mas os erros são uma maneira de agir."

"Desde então, entendi que às vezes não existe uma segunda oportunidade, é melhor aceitar os presentes que o mundo oferece."

"se tenho que ser fiel a alguëm ou a alguma coisa, em primeiro lugar tenho que ser fiel a mim mesma.Se busco o amor verdadeiro antes preciso ficar cansada dos amores medíocres que encontrei. Quem já perdeu alguma coisa que tinha como garantida(algo que já me aconteceu várias vezes) termina por aprender que nada lhe pertence.

"E se nada me pertence ,tampouco preciso gastar meu tempo cuidando das coisas que não são minhas; melhor viver como se hoje fosse o primeiro (ou o último) dia da minha vida".
[Paulo Coelho]

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